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Por Dr. Vaidya Bhagwandash
Médicas e Homeopatas – Índia
Traduzido por: Flávia Venturoli de Miranda
Desde tempos imemoriais, as doutrinas dos Vedas
têm servido de guia a todas as escolas de arte e ciência na Índia. O âmago dos
conceitos filosóficos no Veda é reproduzido nos seis darçanas.
A saber:
O Säìkhya Kärikäm no seu verso de apresentação, declara:
duhkha-trayäbhighätäjjijïäsä tadapaghätake hetau|
dåste sä apärtha cennaikantätyantato-abhävät||
(säìkhya
kärikäm-1)
Por causa da incidência dos 3 tipos de misérias, deve-se querer esclarecer
os fatores responsáveis pela sua remoção. A afirmação que elas podem ser removidas
por tais meios, como estão claramente mencionados, não é correta, porque tais
meios não as removem inteiramente para sempre.
Gaudapäda no seu comentário sobre o verso acima, descreveu
ser as misérias de 3 tipos, a saber: ädhyätmika, ädhilehautika
e ädhidaivika. Ädhyätmika é de 2 tipos:
psíquica e somática, e diz-se que o Äyurveda que visa o tratamento
desses 2 tipos de doenças não consegue a cura total para sempre.
A declaração, acima de que Säìkhya é aliado ao Yoga, cria uma impressão que os objetivos e os princípios
fundamentais do Äyurveda
são diferentes do Yoga.
Este ponto de vista ganha suporte parcial na declaração do Suçruta,
pela qual, um médico Äyurveda não
deve se importar com nada além dos conceitos dos 5 mahäbhütas (Suçruta: Çäréra
1.13).
A elucidação de Gaudapäda
sobre o objetivo do Äyurveda talvez não represente
a realidade. Ela foi talvez influenciada pela noção então prevalecente desse
sistema. Sem dúvida, o Äyurveda visa primeiramente a cura das doenças
(que de acordo com Gaudapäda é de natureza temporária); mas como
o nome indica, é uma “Ciência da Vida” (äyus = vida, veda = ciência) e não apenas uma ciência da medicina. Assim cobre
todos os aspectos da vida. No que concerne às declarações de Suçruta, ele era um especialista em cirurgia
e seu ponto de vista pertence aquele ramo particular da ciência que é obviamente
materialista.
Em vista das aparentes
controvérsias acima indicadas é necessário examinar os importantes aspectos
dos princípios fundamentais do Äyurveda em face ao Säìkhya-Yoga.

Caraka, quando
descreve o processo de criação do universo, declarou:

Considerando os elementos fundamentais, Puruña tem
24 aspectos. São manas (mente),
10 indriyas (órgãos
sensoriais e motores), 5 indriyäthas (objetos
dos sentidos) e 8 prakåtis (elementos primordiais).
Quando comentamos sobre o acima,
Cakrapäni disse: “Ainda que para Säìkhya, Puruña, por causa
de seus atributos idênticos, está incluído em Prakåti e ambos conjuntamente são conhecidos como Avyakta”. Portanto, não há contradição entre os pontos de vista do Säìkhya e do
Äyurveda, nesta conexão.
De acordo com Äyurveda,
o corpo é composto
de 3 elementos fundamentais chamados de doñas, dhätus e
malas.

Os doñas governam as atividades físico-químicas
e fisiológicas do corpo, enquanto os dhätus entram na formação da estrutura básica de uma célula, daí
tendo algumas ações específicas. Malas são substâncias que são parcialmente
utilizadas no corpo e parcialmente excretadas numa forma modificada após servirem
suas funções fisiológicas.

O desequilíbrio de
dhätus, doñas e malas resulta em decadência e morte e,
portanto sempre deve ser feito esforço para manter seu equilíbrio. Isso é feito
por dieta e regime com atributos próprios e adequados. Se isso não é feito em
tempo, surge a moléstia para a qual são necessárias drogas médicas. Assim, diz-se:

Quando, nesse corpo,
dhätus se desequilibram, ocorre doenças
e decadência. Portanto, nessa ocasião remédios devem ser usados para trazer
equilíbrio desses dhätus.
Alimentos, bebidas,
regimes e remédios todos são responsáveis em trazerem esse equilíbrio. Mas os
remédios são mais poderosos do que os outros três. Estes remédios são classificados
em seis grupos dependendo dos seus sabores e estes dependem da dominância de
um ou outro mahä bhüta.
Além de doñas, dhätus e
malas, o indivíduo,
de acordo com Äyurveda, inclui cetanä. O conceito de cetanä (consciência) é compreensivo
quando inclui a alma, o intelecto e a mente.
O corpo, no qual está
localizada a consciência, é o resultado da conglomeração proporcional dos 5
mahäbhütas. Em Äyurveda, uma pessoa com doñas, dhätus, malas e agnis em estado de equilíbrio e com ätman, indriyas e manas em estado de contentamento, e chamado svastha ou indivíduo sadio.

De acordo com Äyurveda, há 5 tipos de väyu. São:

A
respiração normal é controlada pelo präëaväyu. Mas no präëäyäma,
tanto präëa como apäna tem
seus papéis. Os äsanas são regulados por todos os 5 väyus. Tanto Äyurveda como Yoga consideram hådaya a sede de manas.
Hådaya está localizado no uras que é controlado pelo präëaväyu.
A força vital do indivíduo está
localizada em 6 centros do corpo humano. Esses 6 centros, conhecidos como cakras, não representam entidades físicas, mas formam parte do sükñma çaréra. Todos esses 6 cakras, inclusive o sahasrära, são regulados pelos cinco väyus, conforme quadro abaixo:

Caraka Saàhita
é considerado o melhor texto clássico
sobre Äyurveda. Isto é mencionado pelo redator, Caraka,
que é considerado o nominal Pataïjali, o autor do Yoga Sütra. Cakrapäni e muitos outros colegas confirmaram esse ponto
de vista. De acordo com Cakrapäni:

Apelo para Ahipati que tirou os defeitos da mente pelo Pataïjala Yoga Sütra, da fala pelo Mahäbhäsya (um clássico em gramática sânscrita e do corpo,
pela redação do trabalho conhecido como Caraka Saàhita).
Atualmente, por todo mundo, alguns
grandes cientistas e yogis estão interessados em pesquisar as aplicações do
yoga, mais especificamente no efeito do yoga no tratamento de algumas doenças
renitentes e algumas incuráveis, enquanto
é as doenças diagnosticadas e indicadas os efeitos da terapia yogi, a maioria
é tratada pela medicina alopática. Os resultados obtidos às fundamentais do
yoga são diferentes daquele da alopatia médica. Esta falha na pesquisa pode
ser corrigida e permitir tirar conclusões certas somente aplicando os princípios
fundamentais do Äyurveda que são aliados ao Yoga.